|
★ Terça-feira, Outubro 24, 2006
/Pelo amor ou pela dor?/
Meu aniversário passou e o presente foi uma caixa gigante, bem colorida, enfeitada com caração partido e dentro uma enorme *decepção*
Quando acostumamos viver com alguém não tem jeito, nos primeiros momentos da separação vamos sentir falta sim, saudades idem e tristeza também. Mas até que certo ponto isso é comodidade ou realmente amor?! Sinceramente, eu ainda não descobri... não tive tempo pra isso. A balança ora pende pra comodidade, ora por amor.
Ter um parceiro/amigo, que possa escutar suas lamúrias, te encontrar a hora que for, compartilhar momentos de todas as espécies, estar junto no fim de semana pra descansar depois de uma semana estressante e cansativa, assistir um filminho com edredom ou pipoquinhas no cinema, alguém pra sentar em qualquer buteco barato e tomar uma cervejinha falando besteira é bom, nunca nenhum colega está 24h disponível para nós. Comodidade então?
Por um outro lado, pode ser amor sim! Aliás a falta, a tristeza e a saudades são enormes! O aperto no peito na hora de dormir é incomparável, doença nenhuma, medo nenhum nos faz sentir assim.
Então porque as pessoas julgam nossos sentimentos?! "Se você gosta vai lutar, se não gosta vai ser orgulhosa." NÃO! As coisas não são assim. Podemos amar e não dar o braço a torcer, porque passamos boa parte do relacionamento fazendo isso, deixando o orgulho pra trás, esquecendo as decepções, as desconfianças, as brigas, e as vezes que você estava certa pra deixar o outro feliz, e ninguém viu que você acabou sendo seu 2º plano.
Pior é quando colocam em jogo a confiança. O que as pessoas sabem de confiança? Confiar é ver um fato, e acreditar quando a pessoa nega? E a clássica frase: "Eu te amo mas é melhor ficarmos longe". Nada se resolve com distância, com afastamento... principalmente num caso que a desconfiança faz parte de tudo, ela só aumenta.
Se agora as coisas chegaram no ponto do famoso e duvidoso tempo, porque não arriscar e andar mais! Sinto muito, mas agora meu pensamento não mudo mais. Minhas atitudes serão as minhas atitudes daqui pra frente.
Se é comodidade ou amor, nada melhor do que o 'senhor da razão' pra dizer. Mas se for amor, que eu sofra, que eu durma muitas noites com falta de ar, com o peito apertado de dor, que veja muitos casais e me recorde o quanto era bom a vidinha à dois (diga-se de passagem, eu nunca reclamei). Mas que jamais perca a dignidade, o amor - próprio e o respeito por mim mesma. Que eu aprenda, e esteja aberta para um recomeço, sempre!
Por Miss T. às 3:12:44 PM Gostou? Me escreva!
|